Montar um cardápio de restaurante ou bar é um processo mais importante e complexo do que normalmente se imagina. Em cenários extremos, um cardápio mal elaborado pode significar a derrocada de um bom restaurante, mesmo que todos os outros aspectos de seu funcionamento sejam adequados.

Isso acontece, pois é através do cardápio que o cliente interage com os serviços prestados. Funciona como um guia otimizado de seu restaurante, oferecendo segurança, clareza e informação.

Para garantir o sucesso, as escolhas devem ser muito bem ponderadas. Para que a identidade de seu estabelecimento se reflita de maneira sólida em seu cardápio, estabeleça muito bem qual é seu público-alvo, quais são suas aspirações e o que o estabelecimento é capaz de oferecer com qualidade.

No post de hoje, te auxiliaremos nessa missão complexa! Siga a leitura e conheça os critérios para um bom cardápio, assim como os fatores essenciais a se levar em conta na hora de montar o seu. Vamos lá?

O que é um bom cardápio?

Antes de agir, o primeiro passo é conhecer muito bem o que os clientes consideram um bom cardápio. Dessa maneira, você saberá os pontos sobre os quais deve direcionar os esforços, evitando mudanças e retrabalhos.

A seguir, acompanhe a lista de características que o cardápio de seu estabelecimento deverá apresentar:

  • Variedade, sem comprometer a qualidade

Inicialmente, compreenda que um bom cardápio é eficiente. Isso quer dizer que reflete de maneira honesta a identidade de um estabelecimento, mostrando ao cliente as opções disponíveis, bem como as reaispossibilidades de atendimento.

Um bom menu oferece variedade, para que ninguém fique sem opções, ao mesmo tempo em que não compromete a capacidade do restaurante de entregar pratos com qualidade, respeitando a capacidade do pessoal e dos equipamentos.

  • Clareza 

Um cardápio eficiente é claro, bem dividido e organizado. O cliente deve sentir-se bem orientado sobre as opções oferecidas, mesmo sem o auxílio de um garçom ou responsável pelo salão.

  • Visual agradável

Assim como a comida deve ser apetitosa aos olhos, também deve ser o cardápio! Lembre-se de que o menu estabelece o primeiro contato do cliente com seu serviço, e precisa seduzi-lo com uma ótima seleção de cores, organização harmônica, fotos atraentes, designs interessantes e materiais de qualidade.

Montando seu cardápio: passo a passo

Considerando as características essenciais de um bom cardápio, que acabamos de listar, elaboramos um passo a passo bastante didático para que você monte o próprio menu!

Adapte-o aos seus processos e lembre-se que cada estabelecimento é único. Além do planejamento, item que se aplica à todas as situações, não existe fórmula mágica!

Nosso pequeno manual pode ser dividido em dois tipos de ações: as que dizem respeito ao que será posto no cardápio (pratos e processos), e as que definem como esses itens serão apresentados no menu (design e organização). As duas são importantes e podem transformar o resultado final.

  • Passo 1: entenda o seu próprio estabelecimento

Antecipe como se darão os processos envolvidos na preparação das opções do seu cardápio: quanto tempo será preciso? Quantos funcionários estarão envolvidos? Quais ingredientes serão usados?

Como você já deve ter notado, será necessário considerar características específicas de seu estabelecimento: o volume e as capacidades da equipe de que dispõe, bem como sua infraestrutura e equipamentos.

Tentar oferecer itens para os quais seu restaurante não está preparado pode gerar frustrações e boca a boca negativo, um fenômeno tão nocivo aos negócios alimentícios, muito sustentados pelas boas indicações.

No momento de escolher os pratos, compreenda quais são as capacidades e peculiaridades de seus fornecedores: qual é a periodicidade de entrega e o que pode ou não ser substituído por outro ingrediente, em casos extremos.

Entenda também como podem ser otimizadas suas estruturas de armazenamento e refrigeração de materiais. Escolha os melhores pratos para toda essa conjuntura.

Concentre-se, ainda, na grande proposta do seu bar ou restaurante. É melhor especializar-se em um prato ou estilo culinário, entregando-o com excelência, que prover toda a variedade do mundo e deixar a desejar em qualidade.

Por outro lado, garanta que seu estabelecimento acolha o maior número de pessoas possível, sem que perca a essência. O ideal mora no equilíbrio. Sobre esse aspecto, trataremos adiante.

  • Passo 2: entenda o público alvo

Seu público-alvo naturalmente se relaciona com o caráter e proposta do seu negócio. Nessa etapa, portanto, você deverá estudá-lo com atenção: qual sua idade média? Frequentemente visitam o estabelecimento com crianças? Qual sua classe social? Quais são seus interesses gerais?

Assim, procure antecipar suas necessidades. Ofereça ao menos uma boa opção sem carne e outra sem produtos de origem animal, em especial se seu público se intersecciona dessa maneira. Oferecer uma opção kids também é muito bem visto.

Vale, ainda, observar os hábitos de cardápio que seu público já apresenta, caso seu estabelecimento já esteja funcionando: há algo muito pedido que está de fora do cardápio? Existe algum item muito ignorado do menu, que pode ser descartado?

  • Passo 3: estabeleça as categorias de seu cardápio

Como já definimos, a clareza é uma característica importantíssima. Isso é garantido, em grande parte, pela divisão e seleção das categorias de seu cardápio.

O cliente deve conseguir transitar pelo menu de forma intuitiva, antecipando o tipo de produto que verá em cada etapa.

Um exemplo: já sabe que o público do seu bar procura, especialmente, pelas bebidas? Vale enfatizar a categoria, posicionando-a primeiro. Seu estabelecimento é bastante tradicional, assim como seu público? Prefira uma divisão cronológica, em entradas, pratos principais e sobremesas.

Invista, ainda, em subcategorias. Elas podem ser muito úteis dentro das grandes categorias. A seção “pratos principais”, por exemplo, pode ser dividida em “massas” e “proteínas”, e assim por diante. Se a seção representa o carro-chefe de seu estabelecimento, não tenha medo de especificar bem cada subdivisão.

  • Passo 4: utilize-se positivamente dos padrões de leitura do cliente

As pessoas leem de maneira padronizada e costumam focar sua atenção à regiões específicas da superfície lida. Utilize esses padrões a seu favor!

O canto superior direito e o meio da página são pontos privilegiados onde você deve posicionar os carros-chefe do seu estabelecimento. Vale a pena, também, inserir descrições apetitosas dos preparos, sem que isso canse o cliente. A dose certa de informação é muito eficiente na venda.

  • Passo 5: tenha cuidado com o layout do seu menu

Cores, fontes e designs são muito relevantes: são esses os elementos que, de maneira mais imediata, seduzem o cliente e vendem os pratos! Esses fatores também constroem a cara do seu estabelecimento: ele é divertido, tradicional, moderno ou acolhedor? Tudo isso se refletirá no layout!

Se o seu forte não for o design – o que é muito compreensível – considere contratar um profissional especializado. Ele deverá fazer o mesmo estudo sobre estabelecimento e público-alvo que você realizou, desta vez para encontrar as cores, disposições e elementos gráficos que dialogam com o seu cardápio.

Vale muito a pena cuidar da boa apresentação dos volumes físicos: eles devem estar limpos (como tudo em um estabelecimento alimentício), novos e atualizados.

Para ajudar nesse aspecto, a escolha dos materiais é relevante: couro e plástico são limpáveis, mas um bom papel cartão com capas rígidas é mais sofisticado – e deve ser trocado sempre que se sujar. Ambos são opções a se considerar.

E aí, preparado para montar seu primeiro cardápio ou realizar uma revitalização eficiente no cardápio antigo? Conte pra gente, vamos adorar ler seus comentários!

Para mais informações como estas, continue ligado no blog da Castellmaq e não perca nenhum post! Temos atualizações toda semana esperando por você, lojista.

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