Como montar um minimercado? Guia definitivo!

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Montar um minimercado pode ser uma excelente alternativa para empreender com um investimento relativamente baixo e boas oportunidades de lucrar. Afinal, o ramo de minimercados é considerado o segundo maior segmento de negócios de pequeno porte no Brasil, conforme aponta a pesquisa sobre minimercados realizada pelo Sebrae.

Por isso, pode valer muito a pena investir no varejo alimentar de autosserviço — mercearias, minimercados e supermercados. Confira nosso conteúdo e saiba tudo o que é necessário para começar seu negócio com organização e planejamento.

1. Escolha a localização do seu minimercado

O primeiro passo para começar a planejar o seu minimercado e transformar seu sonho de empreender em realidade é definir o local onde você irá abrir o seu comércio. Assim, você será capaz de fazer uma pesquisa de mercado para entender quais são as demandas do seu público-alvo, facilitando a elaboração do seu plano de negócios e do seu plano de vendas.

As primeiras semanas ou até meses podem ser bem exaustivos, mas são fundamentais para que você possa gerenciar o seu negócio pensando no futuro sem preocupações e necessidades de adequação após a inauguração.

mão segurando um celular com um mapa na tela para escolher a localização

2. Entenda todas as regras e normas para abertura de minimercados

Um dos aspectos mais importantes a se considerar na hora de montar um minimercado é ficar atento e seguir à risca todas as normas, regras, licenças e regulamentações para abrir um estabelecimento de comida. A boa conduta e a higiene em mercados são fundamentais para trabalhar com segurança, oferecendo aos clientes produtos e serviços de qualidade.

Entre os principais documentos exigidos para a abertura de um minimercado, estão:

  • CNPJ — Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica;

  • Registro na Junta Comercial, Receita Estadual e prefeitura municipal;

  • Cadastro na Receita Federal;

  • Alvará de autorização do corpo de bombeiros;

  • Cadastro municipal de Vigilância Sanitária;

  • Indicação de responsabilidade técnica da Anvisa;

  • Enquadramento no CNAE — Classificação Nacional de Atividades Econômicas.

Além disso, também tenha um conhecimento profundo das regras de proteção ao consumidor estabelecidas pelo CDC (Código de Defesa do Consumidor) e saiba exatamente como fazer a precificação dos seus produtos para não ter problemas e lucrar ganhando a confiança dos seus clientes.

3. Organize a estrutura física do seu minimercado

Após muito trabalho com papéis e documentos, é hora de começar a estruturar o seu minimercado. Se for possível e estiver dentro do seu orçamento, considere contratar um arquiteto ou um designer de interiores para determinar o melhor layout para o espaço interno do seu estabelecimento, incluindo:

  • Área de vendas: é o espaço onde você irá dispor gôndolas, refrigeradores, balcões e mercadorias para a circulação dos clientes;

  • Linha de frente: local de instalação dos caixas ou terminais de autosserviço para a finalização das compras;

  • Administrativo: área restrita para o seu escritório, área de descanso para funcionários e sala de reuniões;

  • Área de estoque: espaço para armazenamento de mercadorias com alta demanda.

Além disso, será necessário levar em consideração a necessidade de banheiros para funcionários e clientes, área externa para estacionamento e espaço para acomodação de cestas e carrinhos de mercado.

4. Compre os seus equipamentos

Quando o espaço físico já estiver organizado, é o momento certo para procurar os equipamentos que você vai precisar para equipar o seu minimercado. Os principais equipamentos do minimercado para a área de vendas são:

  • Gôndolas;

  • Refrigeradores;

  • Estufas;

  • Balcões de atendimento;

  • Caixas;

  • Impressoras de cupom fiscal;

  • Cestas de compras;

  • Carrinhos de compras;

  • Balanças eletrônicas;

  • Leitores de código de barras;

  • Armário para guarda-volumes.

Na área administrativa, temos os materiais e os móveis de escritórios, os computadores, os itens de higiene e limpeza, os armários, o arquivo, a impressora e a internet. No estoque: estantes, prateleiras, balança e armários.

É claro que a nossa lista é básica e um começo para você se inspirar e seguir organizando o seu minimercado conforme as suas necessidades.

checouts de supermercado

5. Contrate os seus colaboradores

Como o minimercado é um negócio de pequeno porte, você pode optar por trabalhar como MEI (Microempreendedor Individual), mas uma das condições para esse tipo de atividade é a possibilidade de contratação de apenas um funcionário.

Dentro de um minimercado, existem diversas funções essenciais para um bom funcionamento, como a gerência, os caixas, os repositores e a equipe de limpeza. É comum trabalhar com a família no ramo de minimercados. Lembre-se que, independentemente do vínculo familiar, negócios são negócios, e os colaboradores têm direitos como qualquer trabalhador.

Quais as vantagens de montar um minimercado?

Existem muitas vantagens em fazer um investimento no ramo dos minimercados. Se você está começando a empreender, é uma ótima oportunidade para entender como funciona um negócio na prática e, com o tempo, poder prospectar possibilidades de crescimento com um conhecimento avançado de administração. Além disso, existem outros benefícios de investir no nicho:

  • Maior controle financeiro do negócio;

  • Facilidade na gestão de estoque;

  • Menor custo na aquisição de equipamentos;

  • Necessidade de poucos colaboradores;

  • Possibilidade de ótima margem de lucro.

É claro, que todas essas vantagens só serão alcançadas com um bom planejamento e boas práticas na hora de conduzir o seu empreendimento. É fundamental ter paciência, perseverança e uma visão de mercado diferenciada, para trabalhar com produtos e serviços que proporcionem uma experiência única aos clientes, aumentando as chances de fidelização e fluxo de caixa.

Qual a diferença entre mercado e minimercado?

Os minimercados são caracterizados por serem negócios de pequeno porte, com no máximo quatro estações de caixa ou autosserviço e um faturamento anual de até R$ 4 milhões, segundo definição do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas.

Acima desse patamar, os estabelecimentos comerciais do nicho passam a ser considerados de médio ou grande porte, levando a denominação de mercado ou supermercado. Esses comércios maiores possuem uma área física acima de 350m² e oferecem produtos de todos os tipos, muito bem separados por setor, podendo incluir até seções de roupas e eletrodomésticos.

Qual a diferença entre minimercado e mercearia?

As mercearias são ainda menores do que os minimercados, e a principal diferença entre eles é a setorização dos produtos. As mercearias têm como principal objetivo atender às necessidades básicas da comunidade em torno do estabelecimento.

Elas oferecem uma pequena variedade de diversos tipos de produtos. Itens de diferentes categorias podem ficar dispostos em uma mesma gôndola e setores como açougue e padaria não fazem parte do comércio. O tamanho médio de uma mercearia fica entre 50 m² e 120 m².

Já os minimercados possuem uma divisão mais clara entre os setores, podendo oferecer uma variedade maior de marcas e tipos de produtos do que a mercearia. Além disso, os minimercados podem ter padaria, açougue e setor de frios. O espaço físico também aumenta consideravelmente: para ser considerado um minimercado, a área do estabelecimento pode abranger até 300 m².

Agora que você já está melhor preparado para empreender, é hora de entrar em ação e transformar os seus sonhos e objetivos em realidade. Conte com a Castellmaq para ter informações relevantes e conteúdo aprofundado sobre assuntos importantes para você, empreendedor.

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