Seu restaurante está crescendo e você precisa ter um controle maior de gastos e da produção? Ou você está deixando de ser autônomo e tornando-se um microempreendedor daquele prato que vendia de porta em porta? Pretende servir sobremesas novas na sua sorveteria?

Para garantir um bom gerenciamento do seu negócio, a ficha técnica de alimentos é indispensável. Sem ela, você vai acabar gastando dinheiro onde não deve, diminuindo a qualidade da produção de seus produtos e não dando o devido valor àquilo que produz.

Para te ajudar, a Castellmaq preparou este post para você entender de vez o que é uma ficha técnica alimentícia e como criá-la para alcançar melhores resultados em seu negócio. Vamos lá!

Entenda o que é a ficha técnica de alimentos

Antes de aprender a montar uma ficha técnica de qualidade, é preciso entender do que se trata esse instrumento e como ele afeta o desenvolvimento do seu negócio. Então, vamos começar do básico!

Leia também: Como funciona o prazo de validade dos alimentos

Quando falamos em ficha técnica de alimentos, estamos nos referindo a, basicamente, uma tabela em que constam os ingredientes de uma receita ou produto, suas quantidades, preços, modo de preparo e rendimento.

Apesar de ser comumente utilizada em restaurantes, padarias e afins, você também pode aplicar esse controle em indústrias alimentícias de pré-prontos ou insumos.

Mas você pode estar se perguntando: para que serve a ficha técnica?

Bem, com ela, você consegue definir e delimitar a quantidade de produtos a ser utilizada, o valor gasto em cada receita, o tempo e modo de preparo para garantir a qualidade, além de ter base para precificar seu produto.

Com as técnicas de preparo delimitadas, você garante que todos da sua equipe consigam reproduzir as receitas de forma padronizada, mantendo a qualidade, quantidade e funcionalidade.

Leia também: Por que apostar em alimentos sem gluten e lactose!

E com o valor dos produtos estabelecidos, é possível saber quanto você gasta com cada produto, o retorno que tem, como e quanto cobrar em cima de cada. Assim você intensifica seu lucro e diminui as perdas.

Conheça os tipos de ficha técnica alimentícia

Como a ficha técnica serve tanto para ter um controle de produção como de gastos, algumas informações são mais relevantes para uma finalidade do que para outra, e vice versa. Por isso, esse instrumento divide-se em dois tipos:

Operacional

Quando o enfoque da sua ficha for otimizar o sistema de produção de um produto, além das informações básicas, é preciso dar uma atenção especial àquilo que faz parte do processo.

Indique o modo de preparo completo e bem detalhado do prato, apresentando o passo a passo, produtos e quantidades de forma bastante exata e objetiva. Você pode registrar quais profissionais da sua equipe participam da produção, os equipamentos usados e outras especificações.

Assim, você deixa um backup para sua equipe e todos conseguem estar integrados à forma correta de preparo de cada receita. Você garante uma boa integração da equipe e estabelece um padrão de qualidade para os resultados finais.

Gerencial

Nesse modelo de ficha, o objetivo é melhorar o gerenciamento da sua produção. Assim, informações sobre preço, tempo e rendimento tornam-se mais relevantes do que a forma de preparo dos pratos.

Então, coloque mais detalhes sobre o preço dos produtos e da produção. Contabilize os encargos trabalhistas e administrativos, consumo de energia, água, gás, faça uma relação com preço de fornecedores.

Todos esses detalhes farão a diferença na hora de escolher o que fica ou não no cardápio, onde comprar os melhores produtos pelo melhor preço, como otimizar a produção para diminuir o desperdício de recursos e muito mais.

Como fazer uma ficha técnica de alimentos

No momento de criar a sua ficha técnica, você pode fazê-la manualmente, mas utilizar um sistema no computador, como planilhas, pode ser um diferencial para seu planejamento. Assim você poupa tempo e diminui os erros usando as fórmulas programadas.

Primeiro, cadastre todos os ingredientes da sua cozinha, com seus preços e quantidades. Assim, sempre que for criar uma ficha nova, basta selecionar o ingrediente – use fórmulas para calcular o custo para quantidades diferenciadas de cada produto para cada receita.

Ao listar os alimentos, não se esqueça dos itens básicos das receitas, como óleo, sal e temperos. Anote as quantidades, mesmo que sejam pitadas, pois fazem uma grande diferença na produção e nos custos.

Lembre-se de colocar o nome da receita para a identificação, afinal, isso não é um negócio de um prato só, certo?

Além da lista dos ingredientes, modo de preparo, quantidades e tudo isso, vale a pena colocar uma foto do prato pronto. Pensar em um design de fácil leitura para impressão também é essencial, afinal, é mais fácil de ler e organizar na cozinha.

Agora que você já sabe quais informações incluir na ficha técnica de alimentos e como colocar e organizá-las na sua tabela, impulsione seu negócio! É hora de otimizar sua gestão e produção! Até o próximo post!

Powered by Rock Convert